A marcha da destruição

O ladrão não vem senão a roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e vida em abundância”

João 10.10

Scruton dizia que as coisas boas são difíceis de construir, mas fáceis de destruir. Não poderia estar mais certo. Na verdade, destruir é sempre mais fácil (e mais empolgante, de certa forma) do que construir. Um prédio leva meses, às vezes anos, para ficar pronto; para demolir basta alguns segundos. Uma criança leva horas para montar uma torre de lego, sei lá, mas destrói com uma mãozada. No entanto, o homem normal tem o desejo de construir: seja uma casa, uma família, um legado, uma empresa, uma carreira, etc.; mas o rebelde quer destruir e destruir.

Falando em rebeldia, talvez seja ela a semente de toda desgraça. O capeta foi expulso do céu por rebeldia; Adão ferrou a humanidade toda por rebeldia (por que raios alguém queria ser como Deus?); os adolescentes rebeldes trazem só dor de cabeça e nenéns criados pelos avós. E também é a rebeldia uma característica presente em toda a cultura pós-moderna — estetica, intelectual, artistica e politicamente. Tudo, tudo, mas é tudo mesmo, é rebelde no pós-modernismo.

Rebelde por que? Contra o quê? Contra o “sistema”. “Sistema” é a palavra usada pra designar o mundo das pessoas normais. Não é o capitalismo (pois, todos eles têm Playstation, Iphone e essas porcarias maravilhosas todas), não é a política (até porque eles adoram um carguinho, uma verbinha marota); é a estrutura da realidade. Não por acaso eles “lutam” por uma utopia. O futuro perfeito imaginário é uma desculpa pra justificar os atos do presente — e estes são: destruir, destruir, destruir.

A última investida foi contra o verdadeiro passado da humanidade. Depois da prastada do Alvim, que não preciso comentar porque… sem comentários, teve um monte de notas oficiais (até do Alcolumbre, meu Deus do céu!) repudiando o nazismo e aproveitando pra atacar o Bolsonaro e destruir a história. Sim, destruir a verdade sobre o nazismo, melhor dizendo. Os “jornalistas” chamaram o nazismo de “nacional-liberalismo”. Só aqui em Pindorama pode acontecer um negócio desse, né?

Eu não quero comentar sobre a militância esquerdista contra o Bolsonaro, até porque todo mundo sabe disso, vê isso todo bendito dia e tal, mas essa investida contra a verdade não se pode deixar passar. Você, leitor, faça uma pesquisa no Google bem simples: digite assim “partido nazista”. Vai aparecer o seguinte: “Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães”. O nome é “nacional-socialista”, isto é, a designação deles sobre a ideologia deles. Mas pega muito mal, né? Além de ser socialista ainda se chama “dos trabalhadores”… Parece muito com o PT, não?

Chamar a ideologia nazista de “nacional-liberalismo” é incitar a população presente a odiar o Bolsonaro (que é patriota declarado e tem agido com um viés liberal economicamente) e colocar em risco as gerações vindouras. Por que estudamos história? Além de saber em qual mundo vivemos, também para evitar os erros e os horrores que aconteceram. Mas e se as gerações vindouras não souberem?

Tudo isso está de acordo com a agenda. É aquela história: “os fins justificam os meios”. O que for necessário para que o mundo seja conforme eles querem (ou pelo menos só o Brasil, por enquanto) e o homem seja conforme a imagem e semelhança desses “reconstrutores” da realidade (olha aí a rebeldia de Adão de novo, querendo ser como Deus), será feito. Pode ser uma “discussão filosófica”, uma “manifestação artística”, uma manipulação da história numa notícia, ou um genocídio. O importante é acabar com a estrutura da realidade e remodelá-la conforme sabe-se lá o quê.

Minhas palavras podem soar exageradas, afinal, foi apenas um bando de militantes fazendo o que sempre fizeram. O problema é que, se não devidamente rebatido, isso pode se incorporar no senso comum com o tempo e trazer frutos amargos. É que nem sempre as coisas “pequenas” são apenas pequenas; às vezes elas são partes de um problema muito mais gigantesco.

Destruir tudo o que seja para que um “novo mundo” apareça, esta é a missão de todo marxista. Tenha isso em mente quando você ver distorções como esta, pois a marcha da destruição continua.

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